|
Uma
homenagem ao nosso site
ELA SE DOA. DOA A QUEM DOER...
Existe algo lotérico em seres humanos que se
voltam para a causa animal. Não no sentido de alguma
premiação que indique recompensa. A loteria das leis universais
gera prêmios para o planeta representados por seres especiais
que tem uma aura de ternura no sentido de valorizar seres vivos
com os quais dividem o respirar, o sofrer, o amar e, para
completar o ciclo natural, morrer.
Quando essa última fase
ocorre dentro do lar, o luto é confortado pela paz da
consciência de que ela, o personagem motivador deste texto,
destinou grande parte de sua energia afetiva para que uma
barragem amorosa fosse construída em torno de seus queridos
animais prevenindo e corrigindo eventuais sofrimentos.
O saber que resultou da dedicação do estudo
de espécies é generosamente dividido pela mesma como uma forma
de caridade dirigida, pois sabe que os grandes beneficiados
serão animais bem cuidados. Os destinatários finais de
instruções transmitidas com muito carinho.
O escudo intransigente de defesa utilizado
por ela, na realidade é um ataque visceral contra a crueldade
promovida por humanos. Os pobres de espírito, trogloditas que
primam pelos maus tratos de animais são um alvo permanente desse
ser humano que freqüenta a estratosfera da caridade sem ambição.
Sempre alerta, descobre atalhos de comunicação para que outros
seres humanos com a mesma índole sejam amparados pelo consolo de
que nem tudo está perdido porque mesmo diante de tanta aridez e
desencanto, o amor pelos animais é tão perene como a relva.
Esse comportamento significa que ela promove
a grande busca de estar em paz com Deus, não importando a forma
de concepção dessa divindade, pois os animais são o
desdobramento vital que se tornam o grande “Certificado de
Existência” de uma força criativa superior que jamais aceitaria
a crueldade peculiarmente humana de matar por diversão e
esporte.
Ela é o grande contraponto ao ceticismo que
eventualmente pode motivar o abandono da causa, pois apesar de
todas as falsidades, fadigas e desencantos sempre existirão
seres com esse potencial de doação no cuidado e indignação nos
maus tratos.
Uma conjugação de consolo e estímulo para que
os filhos do Universo, irmãos das estrelas e das árvores, tenham
a alegria de lutar por altos ideais como a causa animal e, com
toda certeza, terá a grande chance de reencontro com seres que
amou, cuidou e que passaram para outras esferas do planeta. Os
laços de ternura tão decantados por espiritualistas jamais
deixarão de cumprir a missão de proporcionar a você essa
alegria.
"Seres
humanos que protegem nossos irmãos irracionais da crueldade, são
a extensão divina do sopro do Criador que lhes deu vida".

PERMISSÃO DOS
SONHADORES
Se Martin Luther King e John Lennon estivessem ainda entre os
habitantes deste mundo imperfeito, com certeza seriam alvo de um
pedido de permissão para que sonhos especiais fossem cultivados.
O burburinho dos anos 60 e 70, com certeza, direcionou a
verbalização dos sonhos desses dois personagens de presença
marcante no século XX para o despertar da espécie humana em
termos de paz e a igualdade racial, porém, deixou em segundo
plano os animais e nossos sentimentos em relação a eles.
Os eternos
esquecidos, sempre martirizados pela crueldade em rodeios,
caçadas e touradas ou pela sempre questionada necessidade de
proteínas geradas no matadouro, não estão presentes em sonhos de
aperfeiçoamento da espécie humana. Se sonhos raros nesse sentido
existem, nada mais são do que uma exceção que cristaliza a
regra.
Por que não
incluí-los em nossos sonhos de nos tornarmos seres melhores,
possuidores de uma índole que inclui a bondade ?
Será que é tão
difícil assim concluir que um ser vivo que na floresta ou no lar
é alvo de dor, fome, afeto maternal instintivo, enfim, sensações
positivas e negativas que permeiam a espécie humana, pode ser
incluído em nossos planos de boas ações ?
A consciência é
filha do questionamento e da reflexão. Procure apurar a sua em
gestos simples do seu cotidiano como um ato de carinho para com
o cão abandonado, o pombo cuja vida às vezes depende da
aceleração do seu automóvel e outras situações que definem o
caráter de quem as decide.
Cultivar uma
série de boas ações nesse sentido pode ser o início da lapidação
da preciosidade da qual somos dotados: a racionalidade. Se
voltada para o bem, poderá gerar experiências gratificantes
para a nossa paz interior.
De que adiantam
louvores às divindades se os mesmos não são endossados pelo amor
a outras criaturas que dividem conosco este planeta?
É o remoer de
pensamentos desse teor que podem nivelar as ações da prática
religiosa com as do nosso dia a dia. Não há necessidade de ser
um clone de São Francisco e fazer votos de pobreza para provar
que somos especiais, pois talvez seja uma atitude não condizente
com os dias atuais quando cada um tem a sua própria concepção do
que é necessário para a sobrevivência.
Dar uma chance
para a compaixão e deixar que a mesma norteie suas atitudes em
relação aos irracionais indefesos poderá ser suficiente para que
os que se miram no seu exemplo comecem a refletir.
O impulso inicial
para uma mudança de atitude nesse sentido pode ser o grande
argumento embutido na pergunta:
O que você teria
a perder?
Assessoria de
Imprensa para o Mundo Animal
Omar Manzanares 30/05/08
|